domingo, 29 de novembro de 2009

O Twitter na nova Educação

O Twitter é uma ferramenta de microblogging que permite a troca de mensagens, com até 140 caracteres. Provavelmente, você já leu esta definição em dezenas e dezenas de artigos. Muitos deles ensinando como redigir o conteúdo a ser compartilhado; outros questionando as funcionalidades desta rede social.
A nova Educação, calcada principalmente nos elementos humanos e na real troca de experiência, exige um planejamento preciso. Dessa forma, um olhar crítico sobre os recursos tecnológicos disponíveis deve ser uma prática permanente. Portanto, entender as funcionalidades e sua essência é requisito básico. Caso contrário, não se tem eficácia. Parece óbvio, mas poucos fazem desta forma!
Na maioria das vezes, no Twitter, mensagens sem propósitos povoam as páginas; usuários seguem outros sem qualquer critério; e links são postados sem acrescentar conteúdo. Na área de Educação, por exemplo, é comum lermos mensagens questionando a qualidade do ensino ("O ensino no Brasil tem qualidade?") ou defendendo a sua importância ("Educação é fundamental"). Mas poucas apresentam soluções ou caminhos a serem seguidos para obter resultados significativos. Talvez isso ocorra porque poucos conhecem a verdadeira utilidade das ferramentas sociais: propagar discussões e, ao mesmo tempo, oferecer elementos para o aprimoramento contínuo.
Neste contexto, as poucas ações sérias e de qualidade merecem destaque. O Colégio Bandeirantes, por exemplo, utiliza o Twitter para divulgar informações dos departamentos, curiosidades e convites. Com mais de 500 seguidores, o @colband, além de noticiar informações institucionais, segue especialistas e repassa para os alunos as últimas tendências.
Com uma proposta clara ("o nosso propósito de formação integrada valoriza o desenvolvimento de potencialidades intelectuais e afetivas dos nossos alunos"), o Twitter do Colégio Bandeirantes foi estruturado após muito planejamento e é decorrência de uma ampla pesquisa da instituição para a escolha do conteúdo a ser propagado. O resultado: alunos seguem, propagam as informações divulgadas pelo @colband e têm a oportunidade de enviar mensagens diretas para o Twitter, tirando dúvidas e fazendo considerações.
Outras instituições de ensino também estão se relacionando de forma efetiva no Twitter – embora com mais timidez do que o @colband:Parthenon (@tparthenon), com 157 seguidores; Bilac (@colegiobilac), com 90 seguidores; e Dante Alighieri (@colegiodante), com 270 seguidores.
No Brasil, ações eficazes como estas e do Colégio Bandeirantes são muito limitadas. Já no exterior, são mais evidentes. Além dos colégios aderirem à ferramenta para propagar informações, os próprios alunos estão sendo incentivados a utilizá-la. O The Guardian noticiou, recentemente, que ensinamentos relacionados ao Twitter farão parte do currículo das escolas primárias do Reino Unido.
No Brasil, essa revolução deve demorar para acontecer. Por aqui, começou, recentemente, o debate de estudos antigos, como, por exemplo, o "Can we use Twitter for educational activities?" ("Podemos usar o Twitter para atividades educacionais?", em português). Detalhe: o documento foi lançado pelas pesquisadoras Gabriela Grosseck e Carmen Holotescu em 2008, atestando, de certa forma, a falta de agilidade brasileira.
O estudo defende, por exemplo, a necessidade de se twittar dentro das salas de aulas, promovendo a rápida discussão de temas, e reforça a necessidade do Twitter ser utilizado como ferramenta educacional. Outras dicas interessantes: compartilhamento de vídeos de aprendizagem; reenvio de tweets interessantes e divulgação de mensagens com os links do site, blog ou podcast da instituição de ensino.
Não esqueça: faça enquetes, abra discussões, troque experiências com os alunos e aproveite a oportunidade para despertar o senso crítico e o poder de síntese dos discentes – uma das competências mais privilegiadas hoje no mercado de trabalho.
Mais importante do que divulgar informações é fazer com que a mensagem seja compreendida de forma clara, simples e sintética! No próximo artigo, falaremos sobre as outras ferramentas que discutem as novas tecnologias aplicadas à Educação. Enquanto isso, explore oNING. Lá, há comunidades interessantes sobre Educação, novas tecnologia e inclusão digital. Aproveite!

(*) Luciana Maria Allan é diretora do Instituto Crescer Para a Cidadania e doutoranda na Faculdade de Educação da USP. E-mail:luciana@institutocrescer.org.br

sábado, 28 de novembro de 2009

Ética e Cidadania

Em consonância com a função social da escola, as
Diretrizes Curriculares Nacionais indicam como primeiros
objetivos do ensino fundamental que as escolas deverão
estabelecer como norteadores de suas ações pedagógicas:
– os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade,
da solidariedade e do respeito ao bem comum;
– os princípios políticos dos direitos e deveres de
cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à
ordem democrática;
– os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade
e da diversidade de manifestações artísticas e culturais.
Não há dúvida de que atingir esses objetivos tem
constituído um grande desafio para todos os educadores e
e d u c a d o ras: docentes, direção, equipes técnicas,
funcionários, funcionárias, pais e mães. No entanto, fica
cada vez mais claro que o espaço escolar é um lugar
privilegiado para a formação do cidadão e da cidadã, tendo
em vista o convívio social e a possibilidade de viver
experiências educativas, conduzida por profissionais
formados para esse fim.
Quando se pensa na formação integral do cidadão e da
cidadã, os conteúdos da educação escolar devem ser
considerados em sua totalidade, ou seja:
– Fatos e conceitos – o que os estudantes devem aprender
a conhecer;
– procedimentos – o que os estudantes devem aprender a
fazer;
– valores, atitudes e normas – o que os estudantes devem
aprender a ser e de que necessitam para aprender a
viver juntos.
Esta proposta de trabalho está articulada de forma coerente
com as idéias expostas acima e procura mostrar aos
professores como eles podem se organizar e se preparar
para desenvolver no espaço escolar e na comunidade ações
educativas relativas à ética e à cidadania.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Drogas: o perigo ronda as escolas

"Já experimentei maconha, ecstasy, LSD e lança perfume, sempre em festas e na companhia de amigos. Na minha escola, entre os mais velhos, difícil é achar quem nunca usou nenhuma dessas coisas". A declaração é de uma garota de apenas 14 anos, que estuda em um colégio de classe média de São Paulo. Há ainda um dado a ser acrescentando na já preocupante relação entre jovens e drogas: a escola, local onde crianças e adolescentes passam a maior parte do tempo, vem se tornando a porta de entrada para o mundo da experimentação.

"É ali que os jovens aprendem a beijar e têm sua iniciação sexual, mas também pode ser ali o lugar onde eles terão o primeiro contato com as drogas", afirma Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Geralmente, a experiência começa com drogas legais, como álcool, tabaco e cola de sapateiro. Em seguida, entram as drogas ilícitas e, entre essas, a maconha está em primeiro lugar quando se trata de ambiente escolar."

Não há números globais sobre a penetração das drogas na escolas brasileiras. Contudo, a impressão generalizada e os dados esparsos indicam que ela avança. "Pesquisas locais já apontavam para o uso precoce dessas substâncias", revela Paulina Vieira Duarte, titular da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).

Aula anti-droga - O problema já bateu às portas da cúpula da educação pública no Brasil. Prova disso é que, no próximos dia 17, professores de todo o país encerrarão um curso de capacitação à distância para lidar com o assunto. A ação é uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Universidade de Brasília (UnB) e a Senad.

O objetivo é formar profissionais capazes de abordar adolescentes já usuários de drogas e conscientizar aqueles que ainda não se envolveram com esse tipo de problema. Constam do treinamento também orientações sobre como lidar com uma constatação crescente: o consumo e eventualmente até o tráfico de drogas se dá dentro dos muros da escola.

O crescimento do números de profissionais treinados pelo MEC dá uma ideia da evolução desses problemas: em 2004, na primeira edição da capacitação, foram 5.000 educadores provenientes de mil escolas públicas do país. Neste ano, serão 25.000, de 4.658 unidades de todos os estados.

"A ainda há uma demanda reprimida de mais de 15.000 vagas", afirma Paulina, da Senad. "Precisamos preparar os professores para que eles saibam abordar o problema de drogas nas escolas, além de realizar o encaminhamento adequado para a rede de serviços de atenção a usuários e seus familiares".

De acordo com pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, 57% dos jovens entre 12 e 17 anos consideram que obter drogas em "qualquer momento" é "muito fácil". Em 2001, 48,3% já tinham ingerido álcool; três anos depois, eram 54,3%. O consumo de maconha também subiu: de 6,9%, em 2001, para 8,8% em 2005.

Por Marina Dias

Retirado de: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/vestibular/drogas-perigo-ronda-escolas-512659.shtml

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Será que vale a pena? (Escrito por Márcio Pires em Setembro de 2003)

Um dia me perguntei se valeria apena? Comecei a pensar no que fazer para que valesse a pena. Vale a pena sorrir? Vale a pena amar? Por quê? Um sorriso, mesmo desconhecido, também me alegra, me emociona e faz com que meu dia seja melhor. Sem que ninguém perceba, também abro um enorme sorriso, mesmo que interiormente. A alegria e a felicidade são contagiantes. Mesmo de outros. Mesmo de anônimos. Mas a felicidade não pode ser anônima. E o amor? É gostoso amar. Temos medo dele. É um fantasma que mesmo quando pensamos estar enterrado, volta e nos assombra com a força de um vulcão em plena errupção. Causa-nos dor, e tudo que dói nos causa temor. Mas é um medo que afaga a alma, que mesmo quando fere nos faz falta. Infinitamente justificável toda a sua fúria: "fogo que queima sem se ver", "ferida que dói e não se sente", "contentamento descontente", como uma droga que vicia e sempre exige uma dose maior. Depois de tudo, descobri que vale a pena. Ou para você não vale?

domingo, 22 de novembro de 2009

Mamografia: ninguém me convence a esperar até os 50

Algumas razões para fazer o exame mais cedo

POR CRISTIANE SEGATTO

A partir de que idade as mulheres devem começar a fazer mamografia? Aos 40 ou aos 50? Essa é uma das grandes controvérsias recentes da medicina. Na última década, foram divulgados vários estudos e recomendações conflitantes. Nos últimos dias, a discussão recomeçou. Os especialistas debateram. E, como sempre, as mulheres ficaram sem saber em quem acreditar. A confusão começou quando um painel de especialistas em prevenção que faz recomendações ao governo americano divulgou uma nova diretriz. Segundo o grupo, mulheres que não pertencem ao grupo de risco (sem histórico familiar de câncer de mama, exposição repetida à radiação ou mutação genética específica) devem começar a fazer mamografia a partir dos 50 anos e repeti-la a cada dois anos. A recomendação atual é fazer o exame anualmente a partir dos 40. O painel concluiu que nos Estados Unidos há excesso de exames. Isso significa desperdício de dinheiro e pouco benefício. Os especialistas reconhecem que a mamografia salva vidas de mulheres na faixa dos 40 anos. Mas, nesse grupo etário, o custo-benefício é pouco favorável. Nos Estados Unidos, uma morte é evitada a cada 1.904 mulheres que fazem mamografia dos 40 aos 49 anos. O resultado é um pouco melhor no grupo de 50 a 59 anos: uma morte é evitada a cada 1.339 pacientes. O benefício se torna inequívoco na faixa de 60 a 69 anos: uma morte é evitada a cada 377 pacientes submetidas ao exame. A mudança proposta nos Estados Unidos visa combater o excesso de exames, biópsias e tratamento desnecessários. A justificativa: quando o exame aponta algum sinal suspeito de tumor maligno, o médico pede uma biópsia. Muitas mulheres sofrem o desconforto e o stress de se submeter ao procedimento quando na verdade não têm câncer. Em outros casos, o câncer é confirmado. A mulher enfrenta um tratamento agressivo (quimioterapia e radioterapia) para conter a doença. Acontece que alguns tumores crescem tão lentamente que – mesmo sem serem combatidos – não matam. Ou seja: a mulher morre de outra causa antes que o tumor tenha tempo de causar danos.


Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI105829-15230,00-MAMOGRAFIA+NINGUEM+ME+CONVENCE+A+ESPERAR+ATE+OS.html

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Eram dois... restou um... (Escrito por Márcio Pires em Agosto de 2003)

Tudo o que queria era ser feliz...
Procurava alguma coisa ou alguém.
Encontrou...
Mas era ele e ela...
E ainda não estava satisfazendo toda a
sua expectativa.
Não entendia o por que. (Por quê?)
Encontrava o seu alguém, mas não se
encontrava.
O que estava faltando?
Assim como o clarão de um relâmpago,
sem que esperasse, viu tudo clarear-se
a sua frente.
Percebeu a sutil diferença entre estar feliz
e infeliz.
Quando?
No dia em que percebeu que já não eram
mais ele e ela, eram eles.
E, quando passou a dizer, não eu e ela, mas nós, encontrou o caminho para a felicidade.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O tempo (Escrito por Márcio Pires em Agosto de 2003)

Vários caminhos cruzamos em nossa vida,
e vários ainda cruzaremos.
As estradas nem sempre nos levam onde queremos...
Ao chegarmos a lugares onde impera a tristeza,
o desamor, a infelicidade, não devemos ali parar e
nos acomodar, nos acostumar com aquilo
que não nos agrada, que nos deixa infeliz.
A tristeza, a infelicidade, o desamor, não são
estados permanentes, passam.
Mas quando nossa alma se sentir assim,
que devemos fazer?
Brigar com a vida e piorarmos ainda mais o
nossa estágio atual?
Para estes males da alma, abstratos, não encontramos
remédio em farmácias e drogarias.
Não adianta dizer que uma coisa substitui a outra.
Experimente substituir o amor de mãe.
Para trazer de volta aquilo que supostamente perdemos
no decorrer da vida e nunca nos será devolvido,
não há o que fazer.
O único remédio que eu conheço para curar ou
até mesmo amenizar a dor da alma é o tempo.
Nós não mudamos nada, o tempo faz tudo para nós.
O tempo leva o seu amor, o tempo traz o seu amor.
Então, quando estiveres deprimido(a), tome uma injeção
de tempo e relaxe, tudo vai passar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Passei... (Escrito por Márcio Pires em Junho de 2010)

O universo ficou menor no dia de hoje
A estrela mais longínqua está a nosso alcance
Hoje tudo ficou possível, mas ao mesmo tempo inatingível
Um sorriso criança explica tudo.
Mas a saudade causa embaraço.
Então eu paro, penso e me pergunto:
E amanhã? A saudade ou a solidão?
Me encolho em meu minúsculo universo,
Abraço aquela estrela que está tão próxima,
Mas mesmo ela, não aquece meu coração.
Então a tristeza, que sempre nos ronda,
Tentando deixar em meu peito aquele enorme vazio,
Apodera-se de forma violenta de mim.
E nesse momento tudo fica distante.
É desesperador o limbo da solidão.
Pareço ouvir distante um tilintar.
Até que percebo o telefone...
Será um(a) salvador?
De repente o alívio...
Foi um sonho (pesadelo)...
Paro, penso... me pergunto:
Sonho? Ou realidade?

Por Márcio Pires (Junho de 2003)

sábado, 14 de novembro de 2009

Um ser humano melhor a partir da Educação

É a partir da educação, da formação e da cultura, enfim, do modelo de vida de um povo, que se torna possível compreender a história, onde a educação e o homem sempre estiveram trilhando passos conjuntos. Neste sentido, percebemos que não apenas o valor, mas toda a concepção que temos de homem, só é possível porque possuímos em nossa essência o princípio da educação. A educação está envolvida em tudo que diz respeito ou refere-se a nossa vida, desde as condições de nossa inserção no mundo material, no mundo social e cultural, até a inserção no mundo de nossos sentimentos e emoções. Em tudo a educação é referência. O homem é um ser essencialmente histórico, político, social e cultural. Por isso, a educação não pode ser isolada dessa realidade. Ela faz parte de todo o círculo que envolve a natureza humana, assim não deve ser vista simplesmente como uma disciplina curricular. Pelo contrário, educação é justamente um processo contínuo de formação e inculturação. Muito diferente de ser uma fase ou etapa que termina com o ingresso do homem na fase adulta ou no trabalho, ela acompanha o destino do ser humano em todas as idades, até seu fim último. A educação deve acompanhar e formar o homem em sua totalidade, de modo que ele esteja à altura das funções que lhe incumbem nesta vida, e até mesmo prepará-lo para a morte. Através do princípio da educação, o homem impulsiona o conhecimento e a descoberta do outro. É o caminho do homem consigo mesmo e com a história que ele mesmo constrói. Portanto, a educação é o foco central da descoberta e investigação da história humana, enquanto busca pela essência e valor do ser humano. A educação deve ser observada como manifestação histórica da cultura que herdamos ao longo de todo o processo e que foi passando de geração em geração. Ela é, acima de tudo, o meio pelo qual o povo recria perpetuamente as condições da própria existência, transmitindo firmemente suas crenças, valores e habilidades. Neste sentido, vale lembrar que a educação não se reduz à mera transmissão de saberes; mas ela faz parte da dinâmica de construção cooperativa do homem. Portanto, educação entendida nesta ótica seria reconduzir o ser humano para que ele se descubra como valor-fonte de toda experiência possível. Educar é mostrar que a semente do conhecimento está dentro de cada indivíduo, e só depende dele para produzir frutos. Neste processo de reconhecimento sobre o papel da educação, podemos afirmar que a mesma serviu desde o início da humanidade como farol, fazendo com que os valores se agregassem às novas conquistas, renovando-se continuamente. O sentido primordial da educação está reservado aos seres humanos, pois a educabilidade é uma dimensão que caracteriza o homem. É um compromisso humano. Poder-se-ia dizer que é o mais humano e mais humanizado de todos. O homem vai transformando-se em homem pela aprendizagem que vai adquirindo. A educação é central na história do homem e é a partir dela que o indivíduo vai se desenvolvendo e tornando-se numa pessoa socialmente reconhecida e aceita dentro de um determinado grupo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Falta Luz...

Não posso falar pelo resto do Brasil, talvez nem pelo restante dos municípios goianos, mas posso falar pela cidade onde eu resido, Água Limpa. Aqui vivemos uma situação difícil e inusitada (penso eu). Ontem (10/11/2009) foi dia de apagão em grande parte do Brasil e por incrível que pareça, aqui a energia não acabou à noite, mas sim pela madrugada durante um temporal e assim ficou por quase todos o dia. Isso realmente acontece. Mas não posso reclamar de falta de energia provocada por fenômenos naturais. Mas posso reclamar de falta de energia sem motivo aparente. E o que é pior, a todo momento. Não me recordo de um dia sequer em que a energia elétrica aqui de casa não tenha acabado, mesmo que tenha acabado e voltado ao mesmo tempo. E isso é terrível para os equipamentos elétricos-eletrônicos que possuo e uso a todo momento (como o pc é claro). Pensei até em processar a CELG (a companhia de eletricidade aqui de Goiás), mas pensei que talvez ficasse mais caro que os inúmeros aparelhos eletrônicos que foram danificados e trabalhos perdidos por estas quedas bruscas de energia. São telefones sem fio, peças de computadores das mais variadas, etc. Enfim, será que ninguém vai olhar para nós e com um pouquinho de piedade resolver este problema? Ou será que isto é presságio de um apagão eminente e breve que assolará o Brasil? Deus nos proteja!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sobre a vida...

Nós humanos somos seres estranhos. Nunca estamos felizes com nada. Vivemos sempre buscando algo que não temos, e o que temos já não nos importa. Algo como: a felicidade está em um patamar acima do nosso e estamos sempre a buscá-la. Enfim, por mais que tenhamos bens, saúde, uma família, sempre falta algo. Que seja algo distante, que seja impossível, pois será isso que iremos desejar, ainda que o que precisamos, de fato, esteja ao alcance de nossas mãos. Carros, casas, bens, dinheiro, dinheiro. Seria essa a definição ideal de felicidade? Não sei, a resposta não é tão simples. Talvez a felicidade não se resuma nessas coisas, em bens materiais, embora estas coisas ajudem muito. Talvez, as coisas mais valiosas que temos, por mais démodé que seja, são amores. Não amores carnais apenas, paixões, mas sim amores, amores pelo simples viver, do amanhecer de um dia, de uma vida envolta de prazeres simplórios, e que não são necessariamente relacionados a dinheiro. Tá, reconheço que isso é filosófico demais, mas é realidade. Afinal, a vida deve ser encarada como um simplicidade impressionante, porque a vida é mesmo complexa. Mas é difícil ver simplicidade na vida, porque, aliás, a felicidade é, além de tudo, complexa. Quando criança, eu queria ser adulto, mas por que cargas d’água hoje eu gostaria de ser criança? Por que sentimos falta daquilo que tivemos, e que sempre desejamos descartar? Afinal, o que te faz feliz? O que nos faz feliz? O que é ser feliz? Talvez seja a esperança de saber que o amanhã poderá ser melhor, e é por isso que batalhamos hoje. É, talvez ser feliz seja isso: viver o que temos pra viver da maneira que podemos.

sábado, 7 de novembro de 2009

O papel de cada um...

A idéia de que o mundo está pronto e de que nele reside a reserva de conhecimento
(igualmente pronto) que precisamos adquirir construiu e manteve, durante séculos, uma
escola totalmente adaptada a esse modelo. Descrever o mundo, seus fenômenos,
processos e caracterizar os métodos e técnicas de intervenção nesse mundo sempre foi o principal papel da escola. Tudo sempre esteve muito bem “arrumadinho”: professor ensina algo inquestionável, aluno aprende e reproduz exatamente como aprendeu e todos são felizes para sempre, como nos contos de fada. Mas esse conto continua e depois do “final feliz”, tem início um período sombrio, recheado de incertezas, novos paradigmas e impulsionado pela mudança cada vez mais intensa e freqüente.
A expressão “dar aula” é fruto da era do “mundo pronto”. Num contexto de mundo
inacabado e em constante mudança nós não temos nenhuma aula a “dar”, mas sim a
construir, junto com o aluno. O aluno precisa ser o personagem principal dessa novela
chamada aprendizagem. Já não tem mais sentido continuarmos a escrever, dirigir e atuar nessa novela unilateral, na qual o personagem principal fica sentado no sofá, estático e passivo, assistindo, na maioria das vezes, a cenas que ele não entende. As novelas “de verdade” já estão incluindo o telespectador em seus enredos, basta observarmos a freqüência de pesquisas populares que norteiam o autor na composição de personagens e definição dos rumos da estória.
Dar aula cansa, frustra e adoece. Cansa porque precisamos manter os alunos quietos
e prestando atenção em algo que eles, geralmente, não sentem a mínima necessidade de
aprender. Para que eles supostamente aprendam (leia-se fiquem quietos, olhando para o
professor), muitas vezes desprendemos uma energia sobre-humana, que vem geralmente
acompanhada de frustração e desespero. A doença, é conseqüência direta dessa situação.
Aprender é fruto de esforço. Esse esforço precisa ser a busca de uma solução, de
uma resposta que nos satisfaça e nos re-equilibre. Na medida em que nos preocupamos
mais em dar respostas do que fazer perguntas, estaremos evitando que o aluno faça o
necessário esforço para aprender. Eis o passaporte para a acomodação cognitiva. Dar a
resposta é contar o final do filme. Poupa o sofrimento de vivenciar a angustia de imaginar diferentes e possíveis situações de exercitar o modelo de ensaio-e-erro, enfim, poupa o aluno do exercício da aprendizagem significativa.
Num contexto de “mundo pronto” a resposta fazia sentido. Num contexto de “mundo
em construção”, a resposta impede a aprendizagem. Além de que, a perspectiva do vir-a-ser exige busca constante. Se num mundo dinâmico paramos de buscar, saímos da sintonia desse mundo e nos desconectamos do processo global de desenvolvimento.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Porque é preciso mudar

Não são poucas as vezes ao longo de nossas existências que simplesmente sentimos que devemos mudar alguma coisa em nosso comportamento, em nossas atitudes, em nossas opiniões, em nossos conceitos.
Nem sempre se trata de grandes mudanças, nem sempre são estas urgentes ou graves, nem sempre são radicais. Os motivos que deflagram a necessidade de não mais permanecermos agindo ou vivendo da mesma forma é que determinarão a magnitude e a urgência das mudanças. Estas, nem sempre, são conscientes. Operam-se sem que conscientemente sintamos o processo. Mas já se sabe que grande parte de nosso comportamento, nossas atitudes e nossas reações constitui reflexos, num primeiro momento, pelo menos, do nosso inconsciente, e não do nosso consciente. Talvez por isto, conseguimos muitas vezes, apesar dos aparentes obstáculos (conscientes), mudar.
Entretanto, falemos aqui da mudança consciente. Algumas vezes, descobrimos que precisamos mudar um comportamento através de um conselho ou sugestão de um amigo. Outras, devido a uma experiência completamente inusitada e que nos trouxe conseqüências que nos levaram a repensar nossa vida. Existem ainda momentos em que descobrimos que alguma situação não mais nos satisfaz, ou que não estamos agindo da melhor forma, ou que um defeito nosso atrapalha não apenas nossa vida como também a vida dos que conosco convivem. E aí, queremos, devemos e muito provavelmente podemos mudar.
Nestes e em outros casos, o ponto de partida para a mudança e adoção de novo comportamento e novas atitudes será a adoção de uma outra visão, uma nova postura, um caminho diferente, quando não totalmente contrário ao que viemos palmeando.
Mas como é difícil mudar!! Trata-se de arrancar hábitos longa e cuidadosamente arraigados, interromper vícios que nem percebíamos ter e desaprender e descontinuar vários comportamentos que, por ignorância, julgávamos corretos. E, conseqüentemente, toda uma vida estruturada nesses hábitos, vícios e comportamentos será modificada, muito ou pouco. Ou quase totalmente.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Como aprender...

Não é novidade que os alunos não são iguais, não aprendem da mesma maneira e não fazem as coisas segundo um mesmo padrão. No entanto, a escola insiste em tratar uma sala de aula como sendo uniforme, assumindo que todos assimilam a informação do mesmo modo. O quanto realmente os alunos diferem em termos da capacidade de aprender ou em termos de assimilação de informações só fica evidente no cômputo das tarefas realizadas, em termos de notas nas provas ou nas tarefas. Porém, essas diferenças são muito mais complexas e com implicações mais profundas do que as diferenças nas notas no final do semestre.
Um ambiente de aprendizagem, no qual todos (alunos e professor) tenham consciência de como aprendem, reflitam e conversem sobre suas próprias preferências de aprendizagem, observem quais fatores podem interferir positiva ou negativamente, certamente propiciará mais oportunidades de desenvolvimento de estratégias que auxiliarão a todos os envolvidos tornarem-se aprendizes mais capazes de lidar com as diferenças individuais e com as variadas situações de aprendizagem na escola e na vida.
Com isto, o professor vai conhecendo seu aluno e ajudando-o a tornar-se consciente das suas preferências de aprendizagem. A idéia é que o próprio aluno, ao longo da sua vida na escola (e fora dela) possa ir certificando-se de como aprende e desenvolvendo habilidades e estratégias que o tornem um aprendiz mais eficiente nos diferentes ambientes de aprendizagem que encontrar. À medida que ele vai se conhecendo ele pode ir adequando suas preferências de aprendizagem às atividades que realiza e vice-versa.

domingo, 1 de novembro de 2009

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Música de qualidade...

Dia de Finados II

"É mais fácil suportar a morte sem pensar nela do que suportar o pensamento da morte sem morrer." (Blaise Pascal)
"Você possui apenas aquilo que não perderá com a morte; tudo o mais é ilusão." (Autor desconhecido)
"Os homens temem a morte como as crianças temem ir no escuro; e assim como esse medo natural das crianças é aumentado por contos, assim é o outro." (Francis Bacon)
"Existem três tipos de pessoas: as que se preocupam até a morte, as que trabalham até morrer e as que se aborrecem até a morte." (Winston Churchill)
"Nesse mundo, nada é certo alem da morte e dos impostos."
(Benjamin Franklin)
"A morte do homem começa no instante em que ele desiste de aprender."
(Albino Teixeira)
"O homem fraco teme a morte, o desgraçado a chama; o valente a procura. Só o sensato a espera." (Benjamin Franklin)
"O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."
(Friedrich Nietzsche)
"O objetivo da vida é criar melhor defesa contra a morte." (Primo Levi)
"Se pudesse viver novamente, na próxima vida tentaria cometer mais erros." (Jorge Luis Borges)
"Não é de morrer que tenho medo. É de não vencer." (Jacqueline Auriel)
"Todos querem ir para o céu, mas ninguém quer morrer." (Autor desconhecido)
"Morrer, só se morre só. O moribundo se isola numa redoma de vidro, ele e a sua agonia. Nada ajuda nem acompanha." (Rachel de Queiroz)
"Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada." (Fernando Pessoa)
"Se deixo errar meus pensamentos, não encontro ninguém. O melhor, afinal de contas é a morte." (Lou Andreas Salomé)
"- A vida vale a pena? Isso não é pergunta que se faça a um homem, mas a um embrião." (Samuel Butler)
"Senhor, ensina-me a viver de modo a temer o túmulo tão pouco quanto minha cama." (Thomas Ken)
"A diferença entre sexo e morte é que com a morte você pode fazê-lo sozinho e ninguém irá rir de você." (Woody Allen)

Dia de Finados I

Um dos cultos mais antigos e que esteve presente em quase todas as religiões, em especial as mais antigas é o culto aos mortos. A principio era ligado aos cultos agrários e de fertilidade. Para os mais antigos, os mortos eram como sementes, e por isso eram enterrados com vistas à ressurreição.
O dia dos mortos na prática da Igreja Católica surgiu como uma ligação suplementar entre mortos e vivos. O mundo em geral, tanto religiosos como profano aderiu a tal prática. No século I, os cristãos visitavam os mortos em seus túmulos para rezar pelos que morreram, mas iam apenas ao tumulo dos mártires.
Já no século V, um dia do ano era dedicado para rezar por todos os mortos, a igreja rezava por aqueles que ninguém mais lembrava. Exatamente no século X, a Igreja Católica estabeleceu um dia oficial para os mortos (Dia de Finados). Foi a partir do século XI, que os papas Silvestre II, João XVII e Leão IX passaram a forçar a comunidade a dedicar um dia aos mortos.
No século XIII, tal data passou a ser comemorada no dia 2 de novembro, pois no dia 1º de novembro é a festa de Todos os Santos (celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados). Atualmente as pessoas comemoram o dia dos mortos, levando flores aos túmulos e participam dos eventos ecumênicos de tal data.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Rousseau e a Educação

Rousseau viveu num mundo de repressões e perseguições e nós vivemos num mundo de incertezas que, inevitavelmente, temos e precisamos de saber conviver com elas. E infelizmente é algo que também tem que fazer parte da educação das crianças e dos jovens da nossa era. Eles precisam de se conscientizar nas incertezas para que saibam contorná-las em qualquer momento. A aprendizagem tem um sentido de preparação para as ações concretas, pois tem que ter o sentido da realidade, ter em conta os fatos, as circunstâncias e não a transcrição mecânica de valores ou normas gerais. O agir corretamente é o resultado de um projecto de aprendizagem, uma tarefa que resulta da educação e não o resultado de ‘prescrições comerciáveis’ para transferir para o educando. Portanto, a educação não pode gerar nos educandos um conjunto acabado de virtudes direcionadas para a justiça, para a solidariedade ou para o respeito pelo próximo e por tudo aquilo que o rodeia. Ou seja, não é pela educação que nos tornamos pessoas justas. A educação pode abrir ao educando o mundo do agir moral através de processos pedagógicos, que o ajudem a refletir e a comunicar sobre proposições morais inerentes ao ambiente social e cultural em que se vive. No entanto, isto não quer dizer que as tentativas de introdução dos educandos no ‘mundo moral’ e a sua familiarização com as expectativas de comportamento culturalmente estabelecidas por esse mundo, sejam sinônimo de conformidade com esses comportamentos, pois sabemos de antemão que um fato é aquilo que o mundo moral ‘reza’, e outro fato é a realidade concreta. Ou seja, a educação não tem como garantir resultados, pois a ação e o comportamento concretos realizam-se no contexto de várias circunstâncias e determinações. As crianças podem ser introduzidas no mundo moral mas os seus comportamentos não podem de modo algum ser predefinidos. A educação moral tem regras com conteúdos precários que são moldados num mundo de circunstâncias, mas à luz de normas éticas mais gerais e estas normas não têm qualquer especificação de validade mas insinuam a necessidade de como, em determinadas circunstâncias, as devemos viver ou mesmo transgredir mediante justificação. E todos nós temos consciência de que é realmente assim. Portanto, há que ter em conta que a educação moral não serve para que as crianças e jovens ‘internem’nas suas mentes normas supostamente corretas, mas sim para que aprendam e tenham consciência de que, em circunstâncias concretas, essas normas são necessárias para salvaguardar os princípios mínimos da vida em comum, tal como o respeito pela vida, pela dignidade do outro e pelo meio ambiente.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O sentido do matrimônio

O café da manhã que mamãe preparava era maravilhoso! Embora fôssemos uma
família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira
refeição do dia. Era ovo frito com farinha, outro dia era ovo escaldado,
depois era bife com pão, lingüiça com ovo e pão... Tudo feito com
simplicidade.

Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da 'lua-de-mel', para ir ao
trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manhã preparado.
Como estava acostumado com a casa da mamãe, pensei que acordaria com
aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa.

Olhei para o lado e vi minha esposa, SOL, dormindo profundamente. Feito um
anjinho - de pedra! Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la.
Nada!
Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava
a uns cinco minutos do apartamento que alugávamos.

Ao me sentar na mesa de trabalho, sentindo a estômago roncar, abri a
Bíblia no seguinte trecho: 'O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também
a eles' (Lc. 6:31).

Disse pra mim mesmo: 'O Senhor não precisa dizer mais nada'. Lá pelas nove
horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei
um jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e
comprar algumas guloseimas. Preparei o café da manhã e levei na cama para
SOL. Ela acordou com aquele sorriso tão lindo!

Estamos para completar Bodas de Prata. Nesses quase vinte e cinco anos de
casamento, continuo repetindo esse gesto todos os dias. E com muito amor!
Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo...
Tenho muito a melhorar, tenho de ser mais santo, mais paciente, mais
carinhoso. Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando é
Jesus: 'Maridos, amai a vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se
entregou por ela' (Ef 5,25)

O matrimônio é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir
perdão.

A cada dia temos que buscar forças em CRISTO, pois, sem Ele, nada podemos
fazer (Jo 15,5). Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma
bela frase de Jesus: 'É maior felicidade dar que receber' (At 20,35).
Quando se descobre isso no matrimônio, descobre-se o princípio da
felicidade.

Por que muitos casamentos não têm ido adiante? Porque o egoísmo tomou
conta do casal. É o 'cada um por si' que vigora. Estamos na sociedade do
descartável: copo descartável, prato descartável, etc. Pessoas não são
descartáveis, porém, o que não é descartável precisa ser cuidado para ser
durável.

O mundo precisa do testemunho dos casais de que o matrimônio vale a pena!
E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por
parte do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com
renovados gestos de carinho e perdão diariamente.

É preciso declarar, todos os dias o amor, em gestos e palavras. A primeira
palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é: 'Eu amo
você'. Não é fácil dizer isso às vezes, pois muitas vezes acordo de mal
comigo mesmo. Então, faço uma oração pedindo ao Espírito Santo e Ele me dá
a força do amor para aquele dia. Recebo de Deus a força do perdão. Faça isso
agora também. Declare seu amor!

Aos solteiros e aos que ainda não se casaram, quero dizer o seguinte: 'Se
você estiver pensando em se casar para ser feliz, não se case! Fique como
está, solteiro mesmo'. Mas, se sua intenção é casar, só se for para fazer alguém
feliz, e não para ser feliz, nesse caso case-se e você será a pessoa mais feliz do mundo! O segredo da
felicidade é fazer o outro feliz! Quem disse isso foi Aquele que mais
entende de felicidade: 'DEUS'.

domingo, 25 de outubro de 2009

Seis ou treze coisa que eu aprendi sozinho

1
Gravata de urubu não tem cor.
Fincando na sombra um prego ermo, ele nasce.
Luar em cima de casa exorta cachorro.
Em perna de mosca salobra as águas se cristalizam.
Besouros não ocupam asas para andar sobre fezes.
Poeta é um ente que lambe as palavras e depois se alucina.
No osso da fala dos loucos têm lírios.

3
Tem 4 teorias de árvore que eu conheço.
Primeira: que arbusto de monturo agüenta mais formiga.
Segunda: que uma planta de borra produz frutos ardentes.
Terceira: nas plantas que vingam por rachaduras lavra um poder mais lúbrico de antros.
Quarta: que há nas árvores avulsas uma assimilação maior de horizontes.

7
Uma chuva é íntima
Se o homem a vê de uma parede umedecida de moscas;
Se aparecem besouros nas folhagens;
Se as lagartixas se fixam nos espelhos;
Se as cigarras se perdem de amor pelas árvores;
E o escuro se umedeça em nosso corpo.

9
Em passar sua vagínula sobre as pobres coisas do chão, a
lesma deixa risquinhos líquidos...
A lesma influi muito em meu desejo de gosmar sobre as
palavras
Neste coito com letras!
Na áspera secura de uma pedra a lesma esfrega-se
Na avidez de deserto que é a vida de uma pedra a lesma
escorre. . .
Ela fode a pedra.
Ela precisa desse deserto para viver.

11
Que a palavra parede não seja símbolo
de obstáculos à liberdade
nem de desejos reprimidos
nem de proibições na infância,
etc. (essas coisas que acham os
reveladores de arcanos mentais)
Não.
Parede que me seduz é de tijolo, adobe
preposto ao abdomen de uma casa.
Eu tenho um gosto rasteiro de
ir por reentrâncias
baixar em rachaduras de paredes
por frinchas, por gretas - com lascívia de hera.
Sobre o tijolo ser um lábio cego.
Tal um verme que iluminasse.

12
Seu França não presta pra nada -
Só pra tocar violão.
De beber água no chapéu as formigas já sabem quem ele é.
Não presta pra nada.
Mesmo que dizer:
- Povo que gosta de resto de sopa é mosca.
Disse que precisa de não ser ninguém toda vida.
De ser o nada desenvolvido.
E disse que o artista tem origem nesse ato suicida.

13
Lugar em que há decadência.
Em que as casas começam a morrer e são habitadas por
morcegos.
Em que os capins lhes entram, aos homens, casas portas
a dentro.
Em que os capins lhes subam pernas acima, seres a
dentro.
Luares encontrarão só pedras mendigos cachorros.
Terrenos sitiados pelo abandono, apropriados à indigência.
Onde os homens terão a força da indigência.
E as ruínas darão frutos.


de Manoel de Barros

sábado, 17 de outubro de 2009

Lamento de um Professor (Dias dos Professores - 15 de outubro)

Estamos construindo um escola pública capaz de ajudar nossos jovens?
Estamos construindo um país melhor?
Nos acomodamos sobre a nossa própria ignorância e ainda acreditamos que "fazemos a nossa parte".
Na maioria das vezes não construímos nada,
porque para construir precisamos discutir, debater,
mas ao contrário disso preferimos impor.
E quando pensamos que não poderia ser pior, vemos que ainda pode...
Nossos alunos em sua maioria preferem assim,
preferem ganhar pronto, não querem ter o "trabalho" de construir, não querem debater...
Compram idéias prontas ao invés de criar suas próprias idéias...
Somos, então, os maiores reprodutores da terra... e estamos criando mais um contingente de reprodutores...
Nossos conteúdos são sempre os mesmos, nossas idéias por sua vez não mudam também...
Assim, também preferimos repetir ao invés de inovar.
Eu tenho um sonho...
Um sonho de união, de participação e de construção...
Nossa vida não pode se resumir a repetições infinitas...
Não pode se resumir a dias em branco...
E não pode se resumir a busca de uma felicidade que não existe...
Quando digo que não existe, quero dizer que não existe da forma como queremos acreditar...
Ela está dentro de nós, naqueles momentos em que construímos de fato razões para sorrir.
Então, depende de nós fazermos "nossa parte" para que a mudança realmente ocorra, que saia destas linhas e encontre a realidade.

domingo, 11 de outubro de 2009

Felicidade

"A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido." (Marxwell Maltz)

"A vida é composta de prazeres pequenos. A felicidade é composta desses pequenos sucessos. O grande vêm muito raramente. E se você não colecionar todos estes pequenos sucessos, o grande realmente não significará qualquer coisa." (Norman Lear)

"A felicidade consiste em preparar o futuro, pensando no presente e esquecendo o passado se foi triste." (John Ruskin)

"Sorria! Sorrir abre caminhos, desarma os mal-humorados, contamina. Mas sorria com a alma, não apenas com os lábios." (Léa Waider)

"Há só uma felicidade nesta vida, amar e ser amado. (George Sand)

"Não procures a verdade fora de ti, ela está em ti, em teu ser. Não procures o conhecimento fora de ti, ele te aguarda em tua fé interior. Não procures a paz fora de ti, ela está instalada em teu coração. Não procures a felicidade fora de ti, ela habita em ti desde a eternidade." (Mestre Khane)

"A felicidade às vezes é uma benção, mas geralmente é uma conquista."
(Autor desconhecido)

"Alguns causam felicidade onde quer que eles vão; outros sempre que se vão." (Oscar Wilde)

"Felicidade é boa saúde e má memória." (Ingrid Bergman)

"Para muitas pessoas, a felicidade é semelhante a uma bola: querem-na de todo jeito e, quando a possuem, dão-lhe um chute." (Mário Glaab)

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam." (Autor desconhecido)

"Felicidade é saber aproveitar todos os momentos como se fossem os últimos." (Léa Waider)

"A felicidade não é um destino. É um método de vida." (Burton Hills)

"As pessoas mais felizes raramente são as mais ricas, ou as mais bonitas, ou mesmo as mais talentosas. Seus olhos estão voltados para fora, compassivos. Eles têm a capacidade de amar." (Jane Canfield)

"Os infelizes são ingratos; isso faz parte da infelicidade deles." (Victor Hugo)

"Felicidade não se acha, se conquista." (Léa Waider)

"É bem difícil descobrir o que gera a felicidade; pobreza e riqueza falharam nisso." (Elbert Hubbard)

"O segredo da felicidade é saber cair nas tentações." (Autor desconhecido)

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." (Cora Coralina)

"A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos." (Honoré de Balzac)

"O êxito consiste em alcançar o que se deseja; a felicidade, em desejar o que se alcança." (Autor desconhecido)

"Felicidade é ter uma familia grande, carinhosa, amorosa, morando em outra cidade." (George Burns)

"Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós." (Marquês de Maricá)

"A felicidade é difícil de se atingir, pois só a atingimos tornando felizes os outros." (Stuart Clock)

"Não possuir algumas das coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade." (Bertrand Russel)

"No passado cometi o maior pecado que um homem pode cometer: não fui feliz." (Jorge Luís Borges)

"Se quer viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem ou coisas." (Albert Einstein)

"Sucesso não é a chave a felicidade. A felicidade é que é a chave do êxito. Se ama o que você faz, será bem sucedido." (Herman Cain)

"A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la." (Autor desconhecido)

"Felicidade não é a ausência de problemas mas a habilidade para lidar com eles." (Autor desconhecido)

"A ação nem sempre traz felicidade, mas não há felicidade sem ação." (Benjamin Disraeli)

"A felicidade depende mais do estado de espírito do que das circunstâncias exteriores." (Orison Swett Marden)

"Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz." ( Madre Teresa de Calcutá)

"A felicidade, se for pouca, que seja ao menos intensa." (Autor desconhecido)

"Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós." (Marquês de Maricá)

"Não é o que você tem, ou quem você é, ou onde você está, ou o que você está fazendo que o faz feliz ou infeliz. É o que você pensa sobre." (Dale Carnegie)

"A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive, porque a vida não mede o tempo, mas o emprego que dela fazemos." (Autor desconhecido)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sucesso II

Acredito que leva tempo para o sucesso.
Cazuza

O sucesso está um pouco além de onde as pessoas comuns desistem!
Desconhecido

Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros foram
Grahan Bell

Se você não sabe para onde está indo, todo caminho te levará a lugar nenhum
Henry Kissinger

O sucesso resulta de cem pequenas coisas feitas de forma um pouco melhor. O insucesso, de cem pequenas coisas feitas de forma um pouco pior
Henry Kissinger

Para ter sucesso nesse mundo, é preciso ou ser louco ou ser sábio.
Barão de Montesquieu

Se a princípio você é bem sucedido, tente esconder seu assombro
Harry F. Banks

O sucesso e a vitória dos competentes geram a inveja e a maledicência dos incompetentes
Ivan Teorilang

Quatro coisas para o sucesso: Trabalhar e orar, pensar e acreditar.
Dr. Norman Vincent Peale

O sucesso

"Quatro coisas para o sucesso: Trabalhar e orar, pensar e acreditar."
(Dr. Norman Vincent Peale)

"Devo o meu sucesso a ouvir respeitosamente os melhores conselhos e depois fazer o contrário." (Gilbert Chesterton)

"Para o sucesso, atitude é igualmente tão importante quanto capacidade.
(Harry F. Banks)

"Sucesso é mais atitude do que aptidão." (Autor desconhecido)

"Não há nenhum segredo para o sucesso. É o resultado de preparação, trabalho duro, e aprender com o fracasso." (Gen. Colin L. Powell)

"O segredo do sucesso é saber algo que ninguém mais sabe." (Aristóteles)

"Se a princípio você é bem sucedido, tente esconder seu assombro."
(Harry F. Banks)

"Sucesso parece ser em grande parte uma questão de continuar depois que outros desistiram." (William Feather)

"Nós constantemente estamos nos esforçando para o sucesso, fama e conforto, quando tudo que nós realmente precisamos estar contentes forem alguém ou alguma coisa para ser entusiásticas aproximadamente. (Sr. H. Jackson Brown)

"Como uma regra, ele ou ela que tem mais informação terá maior sucesso na vida." (Benjamin Disraeli)

"O segredo do sucesso é a constância para o objetivo." (Benjamin Disraeli)

"Para ter sucesso nesse mundo, é preciso ou ser louco ou ser sábio."
(Barão Montesquieu)

"O sucesso resulta de cem pequenas coisas feitas de forma um pouco melhor. O insucesso, de cem pequenas coisas feitas de forma um pouco pior."
(Henry Kissinger)

"Junto com o sucesso vem uma reputação para sabedoria." (Eurípides)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O risco de viver

Por que será que, muitas vezes, ao enfrentar o processo de viver nos deparamos com situações que alteram completamente nossas vidas?
Por que será que no plano do Destino não podemos ter uma vida só de alegrias e sucessos?
Como se estivéssemos inocentemente andando, observando as cenas à nossa volta, apreciando pequenos acontecimentos cotidianos, acessando nossas emoções enquanto a Vida se desvela, e aí de repente somos alcançados por um turbilhão, movimento rodopiante, intenso, bruto e dolorido, que nos faz sentir como se o chão tivesse sumido sob os nossos pés.
O que é isso?
Por que aconteceu comigo?
O que foi que eu fiz para receber essa prova?
Esquecemos que todos os acontecimentos têm em si dois pólos: o que traz alegria também traz tristezas; o que parece ser sucesso revela fracassos quando olhamos de outros lugares de observação; o que parece ser uma situação insuportável revela aspectos grandiosos da nossa essência.
Quando parece que estamos no fundo do poço, temos a oportunidade de criar um jardim fértil e exuberante dentro do lodo.
Momento interessante esse, quando passa o choque e começamos a fazer perguntas.
Perguntas para nós mesmos, para os outros, para a Vida.
Ontem à noite assistindo as competições do PAN, de repente vejo que houve uma interrupção da transmissão dos jogos na televisão.
Aos meus ouvidos chega uma voz que fala sobre um acidente de avião da TAM. Aos meus olhos chegam cenas impossíveis de reproduzir.
Na minha alma, frio.
Aquilo estava de fato acontecendo, mesmo que eu não quisesse.


Experiências complexas como esse acidente, envolvendo vidas em pleno desenvolvimento, trazendo modificações inesperadas e deixando marcas para serem transformadas, acontecem conosco muito mais vezes do que desejamos, travestidas de muitas outras roupagens.
O câncer é uma dessas experiências.
Embora o progresso nos tenha trazido um grande avanço na compreensão da doença e na evolução das terapêuticas, recursos técnicos e tecnológicos valiosos; exames, medicação e procedimentos que auxiliam de maneira significativa o tratamento e que nos fornecem a possibilidade de vislumbrar um futuro com qualidade de vida, o câncer ainda é considerado um evento que nos coloca em risco de vida.
É uma doença ainda hoje associada à dor, ao sofrimento e à morte.
Propõe tratamentos dolorosos, invasivos e muitas vezes mutiladores.
Mas ao mesmo tempo fortifica, amadurece, desperta a dimensão humana através da nossa vulnerabilidade e limitação.
Risco de vida.
Risco que chama a nossa atenção para o processo de viver.
Viver é mesmo um risco. Então o risco de vida já é inerente à vida.
Viver é arriscado.
É arriscar-se.
Precisamos assumir que a vida demanda enfrentar situações plenas de alegrias, felicidade, tristezas, dúvidas, medos, saúde, doenças e toda a gama de emoções, sentimentos e acontecimentos que caracterizam a existência humana.
O adoecer está sempre relacionado com perdas das possibilidades, liberdade e independência. Interrompe planos e trajetos, muda rotas de maneira abrupta; altera papéis sociais sem nenhum treino preparatório. Mas ao mesmo tempo é possível devido à doença, identificar forças originais, descobrir nossos recursos criativos, transformadores e plenos de força vital que podem impulsionar um recomeço.
Recomeçar é uma benção divina concedida a nós, humanos, pobres mortais.
Recomeços, reinícios de vida, são temas que encontramos frequentemente no mundo dos mitos, na mitologia universal.
Mitos são histórias dos deuses, forças motivadoras ou sistema de valores que funciona para a vida humana e para o Universo, os poderes do próprio corpo e da natureza.
Histórias que falam de uma realidade que transcende o poder de controle dos homens, que transmite uma mensagem sobre as forças divinas que podem ser invocadas em nosso auxílio, e que nos ajudam de maneira eficaz.
São pistas sobre as potencialidades espirituais da vida humana e incitam-nos a voltarmos para dentro de nós mesmos escarafunchando nosso precioso tesouro atrás de recursos potentes para enfrentarmos nossos desafios.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Criar pasta com senha

Trancar Pastas (funcionando 100%)
Para pessoas q querem bloquear suas pastas com senhasé muito simples, crie uma pasta onde quiser com qualquer nome dentro dessa pasta, crie um arquivo txt com o seguinte comando:

cls
@ECHO OFF
title Folder Private
if EXIST "Control Panel.{21EC2020-3AEA-1069-A2DD-08002B30309D}" goto UNLOCK
if NOT EXIST Private goto MDLOCKER
:CONFIRM
echo Are you sure you want to lock the folder(Y/N)
set/p "cho=>"
if %cho%==Y goto LOCK
if %cho%==y goto LOCK
if %cho%==n goto END
if %cho%==N goto END
echo Invalid choice.
goto CONFIRM
:LOCK

ren Private "Control Panel.{21EC2020-3AEA-1069-A2DD-08002B30309D}"
attrib +h +s "Control Panel.{21EC2020-3AEA-1069-A2DD-08002B30309D}"
echo Folder locked
goto End
:UNLOCK
echo Enter password to unlock folder
set/p "pass=>"
if NOT %pass%== senha aqui goto FAIL
attrib -h -s "Control Panel.{21EC2020-3AEA-1069-A2DD-08002B30309D}"
ren "Control Panel.{21EC2020-3AEA-1069-A2DD-08002B30309D}" Private
echo Folder Unlocked successfully
goto End
:FAIL
echo Invalid password
goto end
:MDLOCKER
md Private
echo Private created successfully
goto End
:End

lá na 23ª linha está em negrito 'senha aqui', troque esse 'senha aqui' por uma senha q vc queira ficando a linha assim:

if NOT %pass%== senha goto FAIL

Agora vai la em Salvar Como e salva com locker.bat ok.. voltando pra pasta onde foi salvo o arquivo bat abra o arquivo 'locker.bat' e irá aparecer uma pasta chamada 'Private' essa será a pasta q ficará escondida e só será aberta com a senha q vc escolheu. depois de ter criado a pasta 'Private', clique novamente sobre o arquivo 'locker.bat' e irá aparecer a janelinha do Dos .. a seguinte pergunta será feita:

Are you sure you want to lock the folder(Y/N)
Digite Y e dê enter.

repare agora q a pasta 'Private' desapareceu, ela está agora oculta e só será aberta qndo clicar novamente no arquivo 'locker.bat', pois aí será solicitada a senha, com a seguinte frase:

Enter password to unlock folder
Aí vc digita a senha

E verá a pasta reaparecer.

sábado, 19 de setembro de 2009

Ser Feliz!

Se tudo na vida é relativo,
Relativa também é a idéia
Que cada um faz da felicidade.

Para uns, felicidade é
Dinheiro no bolso,
Cerveja na geladeira,
Roupa nova no armário.

Para outros, a felicidade
Representa o sucesso,
A carreira brilhante,
O simples fato de se achar importante
Ainda que, na verdade, as coisas não sejam bem assim.

Para outros tantos,
Ser feliz é conhecer o mundo,
Ter um conhecimento profundo
Das coisas da Terra e do Ar.

Mas, para mim, ser feliz é diferente.
Ser feliz é ser gente,
É ter vida,
Que como dizia o poeta:
"É bonita, é bonita e é bonita..."

Felicidade é a família reunida,
É viver sem chegada, sem partida,
É sonhar, é chorar, é sorrir...

Felicidade é viver cercado de amor,
É plantar amizade, é o calor
Do abraço daquele amigo
Que, mesmo distante,
Lembrou de dizer: "Alô"!

Ser feliz
É acordar às cinco da matina,
Depois de ter ido dormir
às três da madrugada,
com sono e pra lá de cansado,
só pra dar uma pontinha da cama para o filho dormir.

Ser feliz é ver todo dia
Um sorriso de criança.
É a música, é a dança,
É a paz, é o prazer
De descobrir a cada dia
Que a vida se inicia novamente,
A cada amanhecer.

Ser feliz é ter violetas na janela,
É chá de maçã com canela,
E pipoca na panela,
É um CD bem mela-mela,
Para esquentar o coração.

Ser feliz é curtir sol radiante,
Frio aconchegante,
Chuvinha ou temporal.
Ser feliz é enxergar o outro
E, sabe se lá, quantos outros, que cruzam nossa estrada.

Ser feliz é fazer da vida
Uma grande aventura,
A maior loucura,
Um enorme prazer.

Ser feliz é ser amigo
Mas, antes de tudo, é ter amigos,
Maravilhosos,
Exatamente assim:
Como vocês!.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Frases na Web: Jean-Jacques Rousseau
Geralmente aqueles que sabem pouco falam muito e aqueles que sabem muito falam pouco.
(Jean-Jacques Rousseau)

Frases na Web: Depressão
Só uma vida com sentido e reslizações pode evitar os fantasmas das neuroses,depressão e estresse.
(Maria Luiza Silveira Teles)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O CIENTISTA E A CRIANÇA

Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.
Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção. De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
-- Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho. Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
-- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!
A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível?
Como o menino havia sido capaz? Então ele perguntou:
-- Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
-- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei à folha e vi que havia consertado o mundo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Aprendizagem e vontade

“Aprender a Aprender” – Esse deve ser o verbo a ser conjugado quando se quer obter bons resultados na aprendizagem. Mas, para que isso ocorra é também necessário adotar alguns métodos e hábitos que sistematizem o estudo.
O aprendizado é algo que permeia a vida de qualquer indivíduo, independente de sua formação escolar, e ocorre a todo instante, pois é incrível a capacidade de captura e armazenamento de informações que possui o cérebro. Por exemplo, você sabia que mesmo durante o sono o cérebro está ativo? E que o sono é fundamental para o aprendizado? Pois é, muitas vezes as pessoas não se dão conta, mas o aprendizado abrange muitas situações desde o psíquico da pessoa como o comportamento, a postura, a atenção até o físico-corporal como a saúde, o sono, a alimentação etc.
No entanto, é bom saber também, que o fato de o aprendizado ocorrer quase que ininterruptamente, nada impede que o homem possa interferir neste processo para abstrair um aproveitamento mais vantajoso para si. Até porque, quem é que nunca sentiu a sensação de que não está aprendendo o que gostaria de aprender? A experiência é com certeza a melhor prova de que o aprendizado ocorre conforme a vivência, e que varia de caso para caso.
Em alguns casos, o aprendizado é natural e instintivo como ocorre na fobia por algo, em que são necessários apenas poucos instantes com uma situação que aspira negativamente para que o cérebro capture a mensagem de perigo e armazene uma informação de medo. Já em outros casos, como aprender uma fórmula de matemática ou compreender as regras de gramática, os poucos instantes serão insuficientes para guardar de forma completa e correta a informação, nestes casos é necessário buscar o aprendizado com vontade, dedicação e curiosidade.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Fazendo uma reflexão...

Quando iniciei meu trabalho como Professor no Colégio Estadual Bernardino Guimarães fui muito criticado, mesmo antes de saberem se eu tinha competência ou não para a função, eu era inexperiente e nunca tinha feito aquilo antes. Muitas vezes debati com um amigo meu que acreditava que aquele lugar era para pessoas experientes e formadas e que política não poderia se envolver com isso. Na verdade ele estava defendendo uma opção política, pois eu estava entrando justamente no lugar de companheiros políticos dele, falo isso porque antes de mim, muitos entraram nesta função por apadrinhamento político. Hoje eu acredito que tenha mostrado minhas qualidade (e também meus defeitos) nesta função, conquistado um espaço. Mas sei também que existe prazo de validade para tudo e minha vez tinha que chegar e talvez minha volta também. Mas escrevo aqui para relatar a seguinte experiência: outro dia, após deixar de exercer a função na Escola uma colega me disse que achava errado que pessoas inexperientes assumissem a nossa vaga, na hora me veio a mente o que eu tinha passado no início (1999). Ela disse que os pais não iriam aceitar ou que não deveriam aceitar, pois isso seria prejudicial aos alunos. Preferi me calar, mas pensei: existem muitas outras coisas na escola (em todas as escolas) que são prejudiciais aos alunos e que deveriam ser "consertadas" primeiro. Penso hoje como pensava a dez anos atrás, se não dermos chance aos novos professores, como eles vão adquirir experiência? Como vamos sdaber se são bons ou ruins professores? É preciso que tenhamos paciência e saibamos cobrar deles aquilo que eles podem dar. Aqueles que não demonstrarem qualidade para exercer essa função de extrema responsabilidade vão ficando para trás, assim como ficaram para trás muitos que iniciaram comigo em 1999. A vida é uma constante aprendizagem e aqueles que se furtarem disso estarão se furtando de seu desenvolvimento e de seu sucesso.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Conhecimento e amor em PLatão

Uma das questões com as quais Platão mais se preocupou foi a questão do conhecimento. A questão do conhecimento era importante devido os problemas teóricos deixados, sobretudo pelos pré-socráticos Heráclito e Parmênides e também sobre o relativismo em que fora colocado o conhecer pelos sofistas, especialmente, Protágoras e Górgias. Às teses contrárias de Heráclito e Parmênides, que tudo flui e que só o ser é,Platão irá operar uma verdadeira síntese. Segundo Platão, Heráclito estaria certo enquanto nos referimos apenas ao âmbito do sensível. Realmente a característica principal deste mundo é a instabilidade, a mobilidade, o fluir contínuo. Enquanto que à tese de Platão faz corresponder o mundo das idéias, o inteligível, cuja característica é a estabilidade e imutabilidade. Em contraposição ao pensamento sofista Platão afirma a existência e possibilidadedo conhecimento verdadeiro: nosso conhecimento acerca da realidade não estaria sujeito às vicissitudes humanas, mas temos um critério absoluto de julgamento, acerca do certo e do errado, do falso e verdadeiro ? as idéias. Platão concebe a existência do mundo metafísico dasidéias.O filósofo ateniense ilustra esta divisão metafísica da realidade no famoso Mito da Caverna no livro VII de A República. Ao mundo da caverna, mundo das sombras, cópia da verdadeira realidade, Platão faz corresponder o mundo sensível. Ao mundo fora da caverna, mundo da luminosidade plena, das verdadeiras realidades, faz corresponder o mundo inteligível. O verdadeiro conhecimento para Platão se encontra, portanto, no mundo inteligível. O conhecimento sensível seria ilusório. Para explicar como atingimos o conhecimento verdadeiro Platão recorre àdoutrina da reminiscência, exposta pela primeira vez no diálogo Mênon. Segundo os estudiosos, Mênon seria o primeiro diálogo que traz a primeira resposta sobre oconhecimento. A questão principal neste é a seguinte: como podemos conhecer aquilo que ignoramos? Em outros termos: como explicar que ao encontrar a verdade que procurávamos temos a certeza de que a encontramos? Como sabemos que isso que encontramos é aquilo que procurávamos, visto que não a conhecíamos? Segundo Platão o conhecimento só pode ser recordação daquelas idéias que desde a eternidade foram gravadas em nossas almas. O conhecimento em Platão é reconhecimento. É importante atentarmos para a importância da concepção platônica de alma se quisermos compreender corretamente sua explicação sobre o conhecimento.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tecnologia e Educação

Seguindo as tendências da atualidade, a introdução das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) no ambiente educacional, promove a capacitação do educador e do educando para adaptar-se continuamente a novos conhecimentos, resolver problemas de forma criativa, processar e disseminar informações, dominar e utilizar as tecnologias, e, desenvolver novos tipos de relacionamento com seus pares a partir do trabalho cooperativo.
É um momento de mudança, de adaptação à realidade cultural-tecnológica emergente, na qual a velocidade das mudanças da Ciência e da Tecnologia imprime em todas as áreas, principalmente à Educação, novos paradigmas de aprendizagem e de interação no processo educativo, com utilização dos recursos da Informática e da Telemática. As novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) vêm se tornando, de forma crescente, importantes instrumentos de nossa cultura e, sua utilização, um meio concreto de inclusão e interação no mundo.
Onde tal constatação é ainda mais evidente e verdadeira quando nos referimos a pessoas com necessidades educacionais especiais. Nestes casos, as TIC’s podem ser utilizadas como Tecnologia Assistiva, que é toda e qualquer ferramenta ou recurso utilizado com a finalidade de proporcionar uma maior independência e autonomia à pessoa portadora de deficiência.
A Tecnologia Assistiva deve ser compreendida como resolução de problemas funcionais, em uma perspectiva de desenvolvimento das potencialidades humanas, valorização de desejos, habilidades, expectativas positivas e da qualidade de vida. As diversas modalidades de Tecnologias Assistivas incluem recursos de comunicação alternativa, de acessibilidade ao computador, de atividades de vida diária, de orientação e mobilidade, de adequação postural, de adaptação de veículos, Órteses e próteses, entre outros.

domingo, 23 de agosto de 2009

O amor e a educação

Nós educadores temos que ver além do que todos vêem, ver o que existe atrás de um simples olhar. Ser professor é olhar além do conhecimento, e ver a criança, e ou um ser humano necessitando de amor, carinho, compreensão. Precisa estar conectado em amor para ajudar a ser útil para com todos. O professor deve estar sempre com a fantasia na mente e nas pontas dos dedos para agir e direcionar o seu aluno. A educação precisa estar impregnada da verdade, para que a cada dia a alegria surja. A função do educador é ajudar, mediar, lutar e vencer nesta sociedade que reconhece que existem problemas mais que o sistema tem jeito e pode mudar, depende de cada um de nós, educadores. Temos que ter reconhecimento sim, mas nunca deixar de ter conhecimento.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Como ser feliz, é possível?

Estava dando uma olhada nas estatísticas do blogue e descobri que dia desses alguém caiu aqui, através do Google, procurando pela seguinte frase: “Como posso ser feliz”. Se a pessoa encontrou o que procurava, eu não sei, mas achei curioso alguém procurar na internet uma maneira de ser feliz.
Resolvi, então, escrever este artigo baseado nisso. Pois não há uma maneira de ser feliz, não existe uma receita, tal qual um bolo, de como ser feliz. Não há regras, não há manual, nada. Não é possível ensinar alguém a ser feliz.
Primeiro, porque a felicidade não é algo tangível, não podemos tocá-la, nem guardá-la em uma caixa e buscar quando quisermos. Depois, porque felicidade varia de pessoa para pessoa, cada um experimenta a felicidade de uma maneira diferente em cada situação. Felicidade é, na verdade, um momento passageiro de alegria, talvez. Nenhum de nós é capaz de viver feliz o dia inteiro, 7 dias por semana, 365 dias por ano, durante uns 80 anos. Simplesmente impossível.
E como a felicidade é pessoal e intransferível, ela não é a mesma para todo mundo. Ela pode significar um carro para um, uma casa para outro, ou simplesmente o abraço de alguém. Ela pode ser este abraço em um momento e um casamento em outro. A natureza do ser humano é de querer sempre mais, então sempre que tivermos algo, vamos querer mais logo adiante. Não nos damos por satisfeitos nunca, então a definição da felicidade varia muito.
Outro ponto importante é que a felicidade é algo interior. Não é uma pessoa ou uma alguma coisa que tem o poder de nos fazer felizes. Somos nós, no nosso íntimo é que criamos a felicidade. É a nossa maneira de pensar e, principalmente, de aceitar aquilo que somos e temos. Ao aceitar quem somos e as coisas que temos, seremos gratos por elas e um sentimento de alegria toma conta de nós. Se por outro lado acharmos que falta alguma coisa na vida, então a felicidade estará bem distante. Se acharmos que nossa casa não é boa o suficiente, que o carro não anda tanto, que o emprego é ruim, que a esposa devia era ir para o Japão e parar de encher o saco, então realmente, ser feliz será muito difícil.
E note que casa, carro, emprego e esposa (ou marido) são todos frutos das nossas escolhas. Somos nós que escolhemos onde morar, no que trabalhar e com que namorar ou casar. Se as coisas não estão como queríamos, somos nós os principais responsáveis por isso. Ninguém mais tem culpa, nem Deus, nem os outros. Mas nós mesmos. E se não estamos contentes com algo, temos mais é que ir em busca daquilo que queremos. Só o agir e correr atrás dessas coisas já muda todo o ânimo, alterando o estado de espírito que antes andava desanimado para outro mais empolgado e alegre.
A minha resposta para a pergunta “Como posso ser feliz?” é muito simples: Fazendo feliz a você mesmo. Buscando você as coisas que lhe fazem feliz. Nada nem ninguém poderá lhe fazer feliz a não ser você mesmo. Se a vida não está como gostaria, busque mudar o que está errado. Só assim podemos ser felizes.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Educação e Diferença

Pautadas para atender a um aluno idealizado e ensinando a partir de um projeto escolar elitista, meritocrático e homogeneizador, as escolas produzem quadros de exclusão que têm, injustamente, prejudicado a trajetória educacional de muitos estudantes.
Por processos compensatórios e de normalização as escolas comuns e especializadas proclamam o seu poder e propõem sutilmente, com base em características devidamente selecionadas como positivas, a eleição arbitrária de uma identidade “normal” que regula as suas práticas educativas e a promoção de seus alunos.
Contrariar a perspectiva de uma escola que se pauta por esses padrões conceptuais e organizacionais é fazer a diferença, reconhecê-la e valorizá-la.
Somos diferentes de fato e queremos ser, agora, diferentes de direito, na escola e fora dela. Pautamo-nos pelo direito de ser, sendo diferentes.(Pierucci, 1991).Vale, contudo, a ressalva de sermos iguais, quando a diferença nos inferioriza e de sermos diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza.(Souza Santos, 1995)
Conviver, reconhecendo e valorizando as diferenças é uma experiência essencial à nossa existência, e um caminho para que se ensine a paz, a solidariedade entre as pessoas. Mas, é essencial que definamos a natureza dessa convivência, distinguindo o estar com o outro do estar junto ao outro.
Estar junto ao outro tem a ver com o que o outro é – um ser que não é como eu sou, que não sou eu. Essa relação forja uma identidade, imposta e forjada e rotulada pelo outro.
Estar com o outro tem a ver com quem é esse outro, esse desconhecido, um enigma, que tenho de decifrar, e que vai sendo desvelado, na medida em que se constrói entre nós um vínculo, pelo qual nos confrontamos, nos identificamos e nos constituímos como seres singulares e mutantes. (Silva,2000)
No desejo de assegurar a homogeneidade das turmas escolares, destruíram-se muitas diferenças que consideramos valiosas e importantes, hoje, nas salas de aula e fora delas.
Mas a identidade fixa, estável, acabada, própria do sujeito cartesiano unificado e racional está em crise (Hall, 2000) e a idéia de uma identidade móvel, volátil é capaz de desconstruir o sistema de significação excludente, elitista da escola atual, com suas medidas e mecanismos arbitrários de produção da identidade e da diferença.
Se o mote é uma educação para a paz, temos, então, de assumir uma posição contrária à perspectiva da identidade “normal”, que justifica a falsa uniformidade das turmas escolares.
A diferença é, pois, o conceito que se impõe para que possamos defender a tese de uma escola para todos.
De certo que as identidades naturalizadas dão estabilidade ao mundo social, mas a mistura, a hibridização, a mestiçagem as desestabilizam, constituindo uma estratégia provocadora, questionadora e transgressora de toda e qualquer fixação da identidade. (Silva 2000; Serres 1993)
A escola tem resistido a mudanças exigidas por uma abertura incondicional às diferenças, porque as situações que promovem esse desafio e mobilizam os educadores a rever e recriar suas práticas e a entender as novas possibilidades educativas trazidas pela inclusão estão sendo constantemente neutralizadas por políticas educacionais, diretrizes, currículos, programas compensatórios (reforço, aceleração entre outros). Esta saída tem permitido às escolas escaparem pela tangente e a se livrarem do enfrentamento necessário com sua organização pedagógica excludente e ultrapassada.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Tipos de Sonhos

Existem muitos tipos diferentes de sonhos. As pessoas vem estudando-os, tentando entendê-los e dividindo-os em grupos.
Sonhos criativos: Pessoas que tem sonhos criativos representam seus sonhos através da pintura ou mesmo através de livros.
Sonhos lúcidos: A pessoa está sonhando, sabe que está sonhando e conseguem controlar o que está acontencendo como se estivessem direcionando um filme. Essas pessoas conseguem se encontrar com outras pessoas pelo seus sonhos e depois quando acordam, descobrem que a pessoa com quem sonharam tiveram o mesmo sonho com as mesmas pessoas e as mesmas coisas.
Pesadelos: Sonhar com monstros, fantasmas significa que você está com medo de alguma coisa na vida real e que precisa ser confrontado. Se você sonhou que você está preso em algum lugar, isso significa que você está preso à uma situação na vida real.
Sonhos previsíveis: São sonhos em que a pessoa que está sonhando alega que certos eventos irá acontecer no futuro.

Sonhos repetitivos: Se você sonha com a mesma coisa mais de uma vez, isso quer dizer que alguma coisa está te preocupando na vida real.

Sonhos sensuais: Todos nós sonhamos sobre sexualidade, especialmente quando estamos passando pela fase da puberdade. É perfeitamente natural sonharmos com esse tipo de coisa em qualquer estágio de nossas vidas.

Símbolos em Sonhos
Existe diversos jeitos de entender os sonhos. A melhor maneira de entendê-los é seguir seu coração e sua intuição.
Apresentamos uma lista com os símbolos mais comuns que aparecem nos sonhos.
Árvores: São símbolos da vida e também podem significar família.
Voar: É um símbolo clássico. Pode vir em forma de pássaros ou aviões, mas todos eles querem dizer liberdade.
Números: São bastante significantes. Cada número tem um significado diferente.
Morte: Geralmente não é sobre alguém que está morrendo. Pode significar o fim de uma fase da sua vida ou o fim de alguma coisa que não é mais útil para você.
Jardins: Representam como você está se sentindo no momento. Se você sonhou com um jardim, tente lembrar dos detalhes, como se parecia e se tinha muitas flores.
Cruzamento: Quer dizer que você tem muitos caminhos diferentes para você escolher e tomar na sua vida. Preste atenção nas placas que você vê no seu sonho, isso poderá ajudar você a tomar uma decisão.
Nascimento: Literalmente pode significar a chegada de um bebê mas também pode significar o começo de uma nova vida.
Prédios: Representam você mesmo. Se você tem sonhos com corredores e cômodos é porque você está tentando entender você mesmo.
Montanhas: Significam coisas que você mais deseja em sua vida. Também podem siginificar obstáculos que devem ser superados.
Comida e bebida: Aparecem em sonhos quase que sempre, mesmo estando sem fome ou sem sede. Siginifica que você precisa de alguma coisa extra em sua vida.
Mapas: Pode nos mostrar qual é o caminho que devemos tomar e também pode significar viagem pela frente.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Receita de Pai

Deus pegou a força de uma montanha,
a majestade de uma árvore,
o calor de um sol de verão,
a calma de um mar tranqüilo,
a generosidade da natureza,
os confortáveis braços da noite,
a sabedoria das eras,
o poder do vôo da águia,
a alegria de uma manhã de primavera,
a fé de uma semente de mostarda,
a paciência da eternidade
e o centro da necessidade de uma família.

Depois Deus juntou todos esses ingredientes
e quando percebeu que nada mais
havia para acrescentar,
Ele viu que Sua Obra Prima estava completada.

Olhou para essa obra e disse:
"A tua missão é sagrada.
Vai para a vida, vai!
Só falta eu te dar um nome: eu te batizo de PAI."

domingo, 26 de julho de 2009

Pai (Ofício Paterno)

CONTA-SE QUE UM HOMEM, AINDA JOVEM,
QUERENDO SABER O SEGREDO DE SER UM BOM PAI,
FOI VISITAR UM SÁBIO QUE VIVIA NUMA ALTA MONTANHA.
SENDO RECEBIDO POR ELE, FOI LOGO EXPONDO O SEU PROBLEMA.
- ESTOU AQUI PORQUE PRECISO DA SUA ORIENTAÇÃO.
NÃO SEI BEM COMO LIDAR COM MEUS FILHOS!
SE SOU SEVERO COM ELES, ACUSAM-ME DE SER DITADOR,
SE SOU ATENCIOSO, GENTIL, TOMAM-ME POR FRACO...
AMIGO, ME DIGA QUAL É A MELHOR FORMA DE CRIAR OS FILHOS!
O SÁBIO OUVIU-O ATENTAMENTE E LIMITOU-SE A ENTREGAR-LHE UM CINZEL
E UM BLOCO DE MADEIRA, DIZENDO:
- PEGA ISSO, FILHO, E LEVA CONTIGO.
QUANDO TIVERES ESCULPIDO UMA OBRA DE VALOR,
TRAGA-A AQUI E TERÁS A RESPOSTA QUE PROCURA.
O JOVEM PAI OLHOU-O SURPRESO. NÃO QUIS SER DESCORTÊS COM QUEM LHE DISPENSARA UM POUCO
DO SEU TEMPO E FIZERA A GENTILEZA DE RECEBÊ-LO EM SUA CASA.
MEIO DECEPCIONADO, PEGOU O QUE O SÁBIO LHE OFERECIA, LEVANTOU-SE E SAIU.
MAIS ENTRISTECIDO DO QUE NUNCA, CHEGOU EM CASA CABISBAIXO.
OS FILHOS LOGO O CERCARAM QUERENDO SABER
PARA QUE SERVIAM AQUELES INSTRUMENTOS.
ELE SE DEIXOU ENVOLVER PELA ALEGRIA CONTAGIANTE DAS CRIANÇAS
E LOGO SE VIU SENTADO ENTRE ELAS TENTANDO ESCULPIR NA MADEIRA.
PASSARAM-SE OS DIAS, QUASE SEM ELE PERCEBER. CONSEGUIRA CONCLUIR SUA OBRA! ENTÃO,
SUBIU NOVAMENTE A MONTANHA E,
ORGULHOSO, APRESENTOU AO SÁBIO O RESULTADO DE SEUS ESFORÇOS.
TOMANDO A ESCULTURA NAS MÃOS, O SÁBIO OBSERVOU E APRECIOU CADA DETALHE.
- MUITO BEM! DISSE ELE DIRIGINDO-SE AO PAI.
AO ESCULPIR A MADEIRA, COMO ERAM OS GOLPES QUE VOCÊ DAVA COM O CINZEL?
FORTES OU FRACOS?
- NO INÍCIO EU DAVA GOLPES DUROS, SECOS, DESAJEITADOS.
PERCEBI QUE ISSO PREJUDICAVA A MADEIRA. MAS FUI AOS POUCOS ADQUIRINDO PRÁTICA E, ENTÃO,
FUI APRENDENDO A GOLPEAR COM MENOS FORÇA, A USAR MELHOR O CINZEL,
A TIRAR SOMENTEAS LASCAS QUE FOSSEM NECESSÁRIAS.
APRENDI A CONHECER A MADEIRA, A AMAR A OBRA.
CONSEGUIA VISUALIZAR QUÃO BELA SERIA MESMO ANTES DELA TOMAR FORMA.
APRENDI A RESPEITAR SUAS LIMITAÇÕES, E AS MINHAS, A SABER QUE PARA CADA OBRA
É NECESSÁRIO UM TIPO DE MADEIRA, QUE É PRECISO PACIÊNCIA,
CUIDADO COM OS DETALHES, SABER OLHAR.
APRENDI QUE OUTROS PODEM ME AJUDAR, MAS CABE A MIM A TAREFA DE TERMINAR.
APRENDI A NÃO ESPERAR A PERFEIÇÃO,
VISTO QUE MEUS PRÓPRIOS ESFORÇOS SÃO IMPERFEITOS,
E QUE MUITAS VEZES AINDA VOU ERRAR.
APRENDI QUE, MESMO SE HOUVESSE UM MODELO A SEGUIR,
CADA OBRA É ÚNICA, NÃO ACEITA IMITAÇÃO.
APRENDI QUE A BELEZA JÁ RESIDE NA MADEIRA,
MINHA FUNÇÃO É APENAS AJUDÁ-LA A VIR PARA FORA.
APRENDI QUE POR DETRÁS DE UMA APARÊNCIA RUDE, DESCUIDADA E ATÉ DANIFICADA, PODE ESTAR
UMA MADEIRA NOBRE, PRECISANDO DE REPAROS, QUE PODE SER RECUPERADA SE SOUBER
TRABALHAR NELA COM CARINHO.
APRENDI A OLHAR PARA DENTRO DE MIM MESMO, MAS A NÃO PERMANECER APENAS LÁ.
APRENDI QUE QUANTO MAIS PERTO DE DEUS ME SENTIR,
MAIS PASSO ISSO PARA O QUE ESTOU FAZENDO.
APRENDI QUE ESTOU AQUI PARA APRENDER MAIS DO QUE PARA ENSINAR...
- MUITO BEM, MEU AMIGO, CONCLUIU O SÁBIO
- APRENDESTES O OFÍCIO PATERNO. APRENDESTES A SER PAI!